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"EU NÃO SOU SEU PAI!" VAMOS DISCUTIR SOBRE A RESPONSABILIDADE DA FORMAÇÃO DO NOVO SER HUMANO?

Cotidianamente no ambiente escolar ouvimos coisas do tipo “Educação vem de casa” ou “seus pais não te deram educação?” As frases deixam claro que socialmente a formação do individuo é tarefa do núcleo familiar, “fez o filho agora tem que criar”. A realidade não dá conta de nos ajudar a pensar sobre os responsáveis e o nível de responsabilidade de cada sujeito na formação de um novo ser humano. Temos que recorrer à ficção, mas precisamente ao cinema. No filme “K-PAX” em uma estação de trem aparece um homem de origem desconhecida que diz ser de outro planeta. Ele é logo encaminhado a um hospital psiquiátrico. O seu médico começa a questioná-lo sobre como era à relação dele com os seus pais em “K-PAX”. “Em K-PAX não temos pais.” Diante da resposta do paciente o médico indaga como nascem os habitantes de “K-PAX”. O paciente responde que assim como os humanos os habitantes do planeta nata dele também fazem sexo, mas é extremamente doloroso, por isso o sexo é para mera reprodução e sobreviv...

Intervenção pedagógica: uma experiência de pesquisa – ação no Ensino de História

Dentro da Ciência História existem assuntos que chamam mais atenção do que outros sejam pelo grau de identidade ou alteridade contido neles. Entre essas temáticas chamativas está o período da Idade Média, ainda mais especificamente a Inquisição Medieval. Como posto na letra da música “Agora é moda” da cantora Rita Lee “ Agora é moda, a inquisição da Idade Média ”. A Idade Média é um sucesso na sociedade de consumo contemporânea, de series televisivas até livros. O interesse justificasse pela áurea de estranhamento presente principalmente por um preconceito histórico que rotula o período como uma “Idade das Trevas”. Preconceito esse retroalimentado pela ignorância acerca desse período e uma dificuldade de pensar historicamente. Pensar historicamente é um exercício de alteridade, se colocar no lugar do outro e tentar recuperar o tempo próprio das coisas e dos acontecimentos (CERRI, 60 :2011). Sem este exercício torna-se impossível recuperar o sentido dos fatos e compreender os acontec...

FACEBOOK: DA PESQUISA HISTÓRICA AO ENSINO DE HISTÓRIA

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Por Cláudio Correia de Oliveira Neto correia.claudio@rocketmail.com Tanto a Memória e quanto a História não são neutras, relações de poder e interesses diversos transpassam os seus usos e abusos. Elas são usadas das mais variadas formas para os mais variados fins. Elas podem mobilizar uma nação em prol de uma ideia, um sonho, um ideal seja de união ou segregação. A Memória e a História podem ser usadas tanto para a obtenção de paz e tolerância quanto para a guerra e a intolerância. Os Regimes Totalitários da primeira metade do século XX são exemplos claros dos maus usos da Memória e da História, quando eles constroem narrativas que permitem considerar inteiramente normal o extermínio de vidas humanas por mera intolerância. Em pleno século XXI ainda existem grupos extremistas que usam e abusam da Memória e da História. Eles propagam suas ideias por meio de postagens nas mais diversas redes sociais, entre elas o Facebook. São postagens algumas vezes engraçadas e aparentemente ingênu...

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Por Cláudio Correia de Oliveira Neto correia.claudio@rocketmail.com Tanto a Memória e quanto a História não são neutras, relações de poder e interesses diversos transpassam os seus usos e abusos. Elas são usadas das mais variadas formas para os mais variados fins. Elas podem mobilizar uma nação em prol de uma ideia, um sonho, um ideal seja de união ou segregação. A Memória e a História podem ser usadas tanto para a obtenção de paz e tolerância quanto para a guerra e a intolerância. Os Regimes Totalitários da primeira metade do século XX são exemplos claros dos maus usos da Memória e da História, quando eles constroem narrativas que permitem considerar inteiramente normal o extermínio de vidas humanas por mera intolerância. Em pleno século XXI ainda existem grupos extremistas que usam e abusam da Memória e da História. Eles propagam suas ideias por meio de postagens nas mais diversas redes sociais, entre elas o Facebook. São postagens algumas vezes engraçadas e aparentemente ingênu...

Revirando a caixa de ferramentas: a construção do referencial teórico para o exercício da docência

A etnografia escolar pode ser comparada, guardando sempre as devidas proporções, a análise iconográfica. Não basta ao Historiador simplesmente descrever a iconografia, ele necessita identificar os sujeitos ali representados, o lugar social de quem produziu a iconografia, o contexto histórico daquela obra, descobrir e relacionar os elementos explícitos e implícitos na iconografia, para finalmente regatar a intenção comunicativa da obra. Regatar a mensagem daquilo que está sendo descrito é a real importância da etnografia. Ela nos serve para mergulhar nos problemas que emergem do cotidiano escolar, transmutar problemas em problemáticas e usar a teoria para orientar as decisões que melhorem o ensino-aprendizagem em história. O restante da semana após o dia 10 de setembro foram dedicados a teorizar  tudo o que a etnografia nos possibilitou enxergar para fazer o direcionamento das atividade e construção do plano de unidade e planos de aulas. Diante dos relatos de observações das aula...