Cláudio Correia de Oliveira Neto correia.claudio@rocketmail.com Historiador – UFRN Especializando em EJA no contexto da diversidade- IFRN Mestrando em História – UFRN Técnico de Nível Médio Integrado em Controle Ambiental – IFRN Izabel Corrêa ao discutir transparência e democracia traz uma importante contribuição a discussão ao introduzir o elemento tecnológico como elemento chave para uma nova postura de cidadania ativa ao usar estas ferramentas para fiscalizar as atividades e gastos parlamentares. Outro importante elemento que ela trouxe foi a desconfiança como força positiva capaz de produzir ou induzir a produção de tecnologias que auxiliem o cidadão a cuidar dos recursos públicos e cobrar providencias. As novas tecnologias da comunicação e informação (NTICs) possibilitaram estender as formas de participação no espaço público. A retomada do espaço público é um marco significativo na contemporaneidade, desde a idade moderna o que se via era um crescente processo d...
Por Cláudio Correia de Oliveira Neto Historiador Especialista em Educação de Jovens e Adultos Mestrando em História correia.claudio@rocketmail.com 1. A CONCEPÇÃO DE CORRUPÇÃO: CONCEITO, PERCEPÇÕES E PRÁTICAS A corrupção pode ser definida como atitudes onde se tenta obter vantagens para si, mesmo causando prejuízo a outros. A corrupção é sempre em favor de si e dos seus, contra o bem comum. Hoje ela é assunto recorrente nas capas de revistas, telejornais e nas conversas mais banais do nosso dia-a-dia. A corrupção tem assumido ares de entidade viva, a causa dos problemas dos brasileiros, um problema a ser combatido, uma personagem da nossa história atual. É importante que percebamos que para que a corrupção ocorra é necessária a ação humana. Ela só existe por que há o corrupto/corruptor/corruptível. 2. QUEM É O CORRUPTO? Ao nos questionar sobre quem é o corrupto a primeira imagem que nos vem em mente s...
Na cultura ocidental o corpo sempre foi um espaço de disputa de poder. A dominação do corpo, seja do seu próprio ou do outro, é um fetiche antigo na humanidade. Passou pelos extremos ideológicos, foi o centro da beleza, da ojeriza, da santidade, do pecado, do doente e do são. A Modernidade o conduziu para um patamar mais mecânico em sintonia com a edificação de uma sociedade disciplinar. O corpo era algo dócil e indolente, preguiçoso e adoentado que precisava se tornar produtivo. Era necessário disciplina-lo, potencializa-lo. Deu inicio então a uma política do corpo que foi se sofisticando cada vez mais. O Biopoder dobra o corpo para flexionar o espírito. E usa o corpo são para minar a mente do corpo “débil”. O corpo belo é um instrumento de hierarquização social e mantenedor do status quo. É bem mais fácil subjugar às criaturas que se envergonham de sua forma e existência. Na sofisticada Sociedade de Controle não é mais satisfatório simplesmente subjugar o corpo é necessár...
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