Na cultura ocidental o corpo sempre foi um espaço de disputa de poder. A dominação do corpo, seja do seu próprio ou do outro, é um fetiche antigo na humanidade. Passou pelos extremos ideológicos, foi o centro da beleza, da ojeriza, da santidade, do pecado, do doente e do são. A Modernidade o conduziu para um patamar mais mecânico em sintonia com a edificação de uma sociedade disciplinar. O corpo era algo dócil e indolente, preguiçoso e adoentado que precisava se tornar produtivo. Era necessário disciplina-lo, potencializa-lo. Deu inicio então a uma política do corpo que foi se sofisticando cada vez mais. O Biopoder dobra o corpo para flexionar o espírito. E usa o corpo são para minar a mente do corpo “débil”. O corpo belo é um instrumento de hierarquização social e mantenedor do status quo. É bem mais fácil subjugar às criaturas que se envergonham de sua forma e existência. Na sofisticada Sociedade de Controle não é mais satisfatório simplesmente subjugar o corpo é necessár...
Cláudio Correia de Oliveira Neto correia.claudio@rocketmail.com Historiador – UFRN Especializando em EJA no contexto da diversidade- IFRN Mestrando em História – UFRN Técnico de Nível Médio Integrado em Controle Ambiental – IFRN Izabel Corrêa ao discutir transparência e democracia traz uma importante contribuição a discussão ao introduzir o elemento tecnológico como elemento chave para uma nova postura de cidadania ativa ao usar estas ferramentas para fiscalizar as atividades e gastos parlamentares. Outro importante elemento que ela trouxe foi a desconfiança como força positiva capaz de produzir ou induzir a produção de tecnologias que auxiliem o cidadão a cuidar dos recursos públicos e cobrar providencias. As novas tecnologias da comunicação e informação (NTICs) possibilitaram estender as formas de participação no espaço público. A retomada do espaço público é um marco significativo na contemporaneidade, desde a idade moderna o que se via era um crescente processo d...
A INTERPRETAÇÃO Para a História interpretar é Construir Sentido Histórico. É dá sentido a uma ação do presente a partir da construção de um passado baseado na fonte. A interpretação é uma resposta ao problema gerador da pesquisa. E por ser baseadas em Teorias e Historiografias distintas uma mesma fonte quando consultada por Historiadores diferentes produzirá interpretações diferentes, pois cada um dará o sentido que sirva aos seus interesses sejam acadêmicos, políticos ou pessoais. O que todos têm em comum é que estão subordinados a fonte e ao método histórico (problematizar, analisar a fonte, produzir uma interpretação). Ainda que se faça criticas a determinada interpretação está crítica passa o método (a problemática foi mal formulada, a fonte não sustenta a interpretação, outras fontes surgem e colocam em xeque a interpretação) [1] . Próxima postagem sobre PRODUÇÃO HISTÓRICA [1] Por trata-se de método cientifico, o método histórico supõe, como única verdade, que...
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