Cláudio Correia de Oliveira Neto correia.claudio@rocketmail.com Historiador – UFRN Especializando em EJA no contexto da diversidade- IFRN Mestrando em História – UFRN Técnico de Nível Médio Integrado em Controle Ambiental – IFRN Izabel Corrêa ao discutir transparência e democracia traz uma importante contribuição a discussão ao introduzir o elemento tecnológico como elemento chave para uma nova postura de cidadania ativa ao usar estas ferramentas para fiscalizar as atividades e gastos parlamentares. Outro importante elemento que ela trouxe foi a desconfiança como força positiva capaz de produzir ou induzir a produção de tecnologias que auxiliem o cidadão a cuidar dos recursos públicos e cobrar providencias. As novas tecnologias da comunicação e informação (NTICs) possibilitaram estender as formas de participação no espaço público. A retomada do espaço público é um marco significativo na contemporaneidade, desde a idade moderna o que se via era um crescente processo d...
Na cultura ocidental o corpo sempre foi um espaço de disputa de poder. A dominação do corpo, seja do seu próprio ou do outro, é um fetiche antigo na humanidade. Passou pelos extremos ideológicos, foi o centro da beleza, da ojeriza, da santidade, do pecado, do doente e do são. A Modernidade o conduziu para um patamar mais mecânico em sintonia com a edificação de uma sociedade disciplinar. O corpo era algo dócil e indolente, preguiçoso e adoentado que precisava se tornar produtivo. Era necessário disciplina-lo, potencializa-lo. Deu inicio então a uma política do corpo que foi se sofisticando cada vez mais. O Biopoder dobra o corpo para flexionar o espírito. E usa o corpo são para minar a mente do corpo “débil”. O corpo belo é um instrumento de hierarquização social e mantenedor do status quo. É bem mais fácil subjugar às criaturas que se envergonham de sua forma e existência. Na sofisticada Sociedade de Controle não é mais satisfatório simplesmente subjugar o corpo é necessár...
Por Cláudio Correia de Oliveira Neto Historiador Licenciado- UFRN Especializando da Educação de Jovens e Adutos no contexto da Diversidade - IFRN Técnico de Nível Médio Integrado em Controle Ambiental- IFRN correia.claudio@rocketmail.com Todos os anos o Oxford Dictionaries elege a palavra do ano. Para 2016 a eleita foi a “pós-verdade”. Empregada pela primeira vez em 1992 pelo dramaturgo sérvio-americano Steve Tesich, ela tem aparecido há cerca de uma década no vocabulário acadêmico , mas apenas recentemente tem sido mais cotidianamente aplicada. Segundo dados o uso da palavra cresceu 2.000% em 2016. Além de elege-la a Oxford também a definiu como um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Analistas políticos, historiadores e demais profissionais das ciências humanas e sociais tem recorrido ao conceito de pós-verdade para explicar fenômenos como...
Comentários
Postar um comentário